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bácia hidrográfica do córrego lagoinha

da Redação

Sexta-feira, 2 de Outubro de 2015

  Após realizar várias atividades de campo com seus alunos da disciplina Planejamento e Gestão de Bacias Hidrográficas, Cláudio Di Mauro percorreu o córrego Lagoinha , em Uberlândia (MG), desde suas cabeceiras nas proximidades da BR 050 até seu cruzamento com a avenida Nicomedes.

 

  A construção do território mostra diferentes tempos. Nas cabeceiras a criação de gado e a existência de um local onde se realizam vendas de gado. É convívio nada harmônico entre o rural e o conjunto habitacional instalado. O gado bebendo do Lagoinha represado, a cachoeira no Jardim Inconfidência mostrando um córrego rico e que deveria ser aproveitado na "organização" do território urbano.

 

  Mas o que se vê na sequência: A avenida Nicomedes seccionou o córrego que está “encaixotado, entubado” em tubos e galerias de concreto. A pista de rolamento da avenida está sobre um enorme aterro. Esse local já se constituiu em uma área de afloramento do lençol freático que ocupava grande extensão. Os aterramentos soterraram as nascentes e a Área de Preservação Permanente (APP).

   Os riscos estruturais desse aterro se romper são nítidos, no mínimo em períodos longos de chuvas torrenciais poderá haver o “sangramento” com a água escoando por sobre a avenida e provocando situações de catástrofe. Trata-se de uma área urbana com vulnerabilidades e riscos socioambientais, portanto, promovidas pelas intervenções sócio-econômicas. Pequenas e médias obras de “urbanização” para atender interesses dos donos das terras, especuladores e incorporadores imobiliários. Assim fica demonstrada a triste e indevida visão sobre “desenvolvimento” na cidade.

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Cláudio Di Mauro nasceu em março de 1948 no município de Lins (SP) e é casado desde 1974 com Cláudia Jesus Di Mauro com quem tem três filhos: Leonardo, Daniele e Luciano. É avô de Larissa, Gabriel, Letícia e Théo.

 

Mestre e Doutor em Geografia Física pela Universidade de São Paulo (USP), foi professor no campus de Rio Claro até a aposentadoria em 1999. Em 1996, se elegeu prefeito pelo Partido Verde (PV). Foi reeleito em 2000, cumprindo mandato até o final de 2004. Atualmente é docente no Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia, Minas Gerais.

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